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sábado, 20 de agosto de 2011

Olhos de Maracaípe


Eu olhava para a janela e via pequenas estrelas
Com as quais eu costumava me comunicar

Durante minhas incontáveis tormentas

Até que um dia parei de vê-las
Sem notar, me esqueci completamente delas
Pois que em tão profundo e sombrio leito

Eu reposara a torto e direito

Meus dias não existiam como tais
Minhas noites eram longos monólogos
Minhas cicatrizes ardiam
Sob a chuva eu sentia o desprazer de não sentir

A última imagem daquele já me era difusa
O sangue já estava estancado no peito
Apesar da dor que sentia lá dentro pelo golpe
Eu nutria amores por um belo sujeito

Nos seus olhos verdes cor de Maracaípe
Encontrei meu novo interlocutor de dilemas
Que deu lugar às pequenas estrelas
Para que meus problemas virassem poemas

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