(atualização do meu post do dia 15/06/2011 com meu status):
Peso: 55 kg (sim, engordei)
Comendo: Muito bem.
Dormindo: Meio insone, umas 5 horas por dia.
Choppadas: ZERO (mas agora é culpa da monografia)
Chocolate: Brigadeiro *_*
DVD: How I Met Your Mother
Livro: Horror- The Film Reader (Mark Janonvich)
Filmes: The Omen, Halloween, Deixe Ela Entrar são os próximos a serem assistidos.
Não tenho feito Palavras Cruzadas.
Enjoei de Tetris.
Caminhadas pelo horto viraram lenda.
Continuo comendo muito pão de queijo.
Agradáveis conversas em família.
Carbolitium.
Terapia: still NOT.
Ioga e meditação não me tornaram menos ansiosa.
Não fui classificada no Banco do Brasil.
Meus inseparáveis brincos de pérolas em cima da escrivaninha sumiram.
Número de mensagens recebidas no celular: 2
Pensamentos: Mais otimistas.
Dores no coração: ZERO.
Quantidade de choro: ZERO.
Ataques de ansiedade: 2 a cada 7 dias.
Risadas: Algumas.
Emoções: Altamente emotiva.
Vontade de desaparecer: ZERO.
Vontade de estar com alguém: 8 de 10. (infelizmente a pessoa agora está longe)
sábado, 5 de novembro de 2011
O momento que antecede o surto

O pior projeto que se pode começar é aquele em que já se conta, desde início, com o fracasso. Mas é impossível acreditar que vai dar certo. Eu sinto que minhas forças estão se esvaindo e por mais que eu queira, eu sei que não vou conseguir, sei que falharei. E não é por nada que possa ser mudado, mas porque a mediocridade é algo arraigado em mim e eu nunca vou conseguir ser mais do que sou, ou seja, do que gostaria muito de ser.
Talvez eu esteja me esmerando demais nesse trabalho, ou talvez eu realmente tenha uma dificuldade em concluir esse tipo de coisa. Ou então, como já me disseram, pode ser a tal da Síndrome do Peter Pan me atacando. Mas Deus sabe o quanto quero sair dessa faculdade, então pq inconscientemente eu pareço estar ligada a ela?
Meu pai enxerga alguma coisa em mim, mas eu não vejo nada: só vejo resultados esparsos de esforços, mas nada que me dignifique nem que se diga: "isso eu faço bem".
Estou melancólica, mas eu não quero transparecer. Estou lutando contra eu mesma para não cair novamente, mas é tão difícil quando alguém te empurra...
E ele que dizia que estaria aqui para me ajudar agora está em outro lugar, sabe-se lá...
Estou prestes a surtar, entre a linha tênue da neurose máxima e da sanidade. Me esforçando para não cair na real, me esforçando para continuar vivendo um dia de cada vez. Uma hora eu vou conseguir. E espero não bater a cara no muro quando descobrir que não valeu de nada...
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Felicidade não se compra (para eu ler quando me sentir péssima)

Estou feliz. Sem motivo, sem promessas e sem hora pra acabar (e nisso....não quero pensar!).
Estou contente. Há pouco tempo eu queria ir embora, hoje quero ficar.
Aproveito o momento pra escrever, e dizer a mim mesma no futuro que eu estive bem nesse dia. Foi ótimo e me senti completa de novo, como não me sentia há exatos 6 meses (isso mesmo, faz seis meses que minha alma não respira).
A vida é bonita. E se tem uma lição que eu aprendi com todo essa montanha russa do inferno é que nenhum sofrimento é eterno.
E eu só quero agora é que essa paz fique comigo e que ela passe também pras pessoas especiais que conheci com minha doença.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Fim de um ciclo e começo de um novo
Existe um momento da vida de qualquer pessoa onde ela terá que lidar com a perda de uma pessoa que ela ama. Isso pode significar a morte ou a separação definitiva, mas nenhuma das duas é pior que a outra no sentido da dor que se sente.
Acordei de um pesadelo onde uma pessoa que eu gosto muito morria e voltava várias vezes. E eu sabia quando a pessoa voltava que ela voltaria a morrer, mas eu sempre falhava na tentativa de ajudá-la. E isso me perturbou durante o dia inteiro, senti uma angústia porque aquilo foi tão vívido, tão real, que eu me sentia culpada por tê-lo sonhado. Culpada por não ter salvo algo que não precisava nem ser salvo.
"Cada homem deve inventar o seu caminho" disse Sartre, mas o que seria do caminho de um homem sem outro homem para guiá-lo ou desviá-lo? Acredito que nós, seres humanos, temos um propósito de existir. Nada é por acaso. Não existe dor sem ferida, nem caos sem uma ordem a ser perturbada. Não existe um caminho sem um lugar aonde se chegar, uma estrada sem um destino a nos chamar. E é a partir daí que uma escolha pode mudar não uma só vida, mas toda uma história.
Nesse meu sonho, meu subconsciente tentava me dizer uma coisa: você não pode mudar o mundo. Não pode lutar contra as forças naturais e misteriosas do universo. Mas você pode controlar algo muito importante: você mesma.
Tentando interpretar passo a passo: a pessoa que morria voltava várias vezes, e eu sempre ficava angustiada sabendo que logo ela morreria de novo e toda a dor e sofrimento voltariam. Mas o que eu não via era que eu estava antecipando tudo isso e não aproveitava o momento que eu tinha com ela. E lá se ia ela morrer outra vez.
E é isso que prende a maioria das pessoas hoje em dia. As impede de prosseguir. Esse medo de viver e encarar as coisas de peito aberto não é nada fácil. Parafraseando novamente Sartre, "O homem se inventa a cada dia". É preciso estar preparado para qualquer coisa em qualquer tempo, mas não deixar a paranóia nos envolver.
É nos momentos mais difíceis da nossa vida que só poderemos contar com nós mesmos para superar. O momento onde a opinião do outro é importante, mas não é decisória. Onde decidimos que amar alguém é um complemento e não uma necessidade avassaladora. E conseguir isso se chama encontrar a felicidade.
Acho que hoje eu fechei um ciclo, meio que sem querer. Eu me desconectei de todas as pessoas que me faziam mal constantemente, seja direta ou indiretamente. Parei de esquentar minha cabeça com coisas que não fazem sentido, como remoer o passado ou tentar dar chance a coisas que definitivamente não devem acontecer.
Acordei de um pesadelo onde uma pessoa que eu gosto muito morria e voltava várias vezes. E eu sabia quando a pessoa voltava que ela voltaria a morrer, mas eu sempre falhava na tentativa de ajudá-la. E isso me perturbou durante o dia inteiro, senti uma angústia porque aquilo foi tão vívido, tão real, que eu me sentia culpada por tê-lo sonhado. Culpada por não ter salvo algo que não precisava nem ser salvo.
"Cada homem deve inventar o seu caminho" disse Sartre, mas o que seria do caminho de um homem sem outro homem para guiá-lo ou desviá-lo? Acredito que nós, seres humanos, temos um propósito de existir. Nada é por acaso. Não existe dor sem ferida, nem caos sem uma ordem a ser perturbada. Não existe um caminho sem um lugar aonde se chegar, uma estrada sem um destino a nos chamar. E é a partir daí que uma escolha pode mudar não uma só vida, mas toda uma história.
Nesse meu sonho, meu subconsciente tentava me dizer uma coisa: você não pode mudar o mundo. Não pode lutar contra as forças naturais e misteriosas do universo. Mas você pode controlar algo muito importante: você mesma.
Tentando interpretar passo a passo: a pessoa que morria voltava várias vezes, e eu sempre ficava angustiada sabendo que logo ela morreria de novo e toda a dor e sofrimento voltariam. Mas o que eu não via era que eu estava antecipando tudo isso e não aproveitava o momento que eu tinha com ela. E lá se ia ela morrer outra vez.
E é isso que prende a maioria das pessoas hoje em dia. As impede de prosseguir. Esse medo de viver e encarar as coisas de peito aberto não é nada fácil. Parafraseando novamente Sartre, "O homem se inventa a cada dia". É preciso estar preparado para qualquer coisa em qualquer tempo, mas não deixar a paranóia nos envolver.
É nos momentos mais difíceis da nossa vida que só poderemos contar com nós mesmos para superar. O momento onde a opinião do outro é importante, mas não é decisória. Onde decidimos que amar alguém é um complemento e não uma necessidade avassaladora. E conseguir isso se chama encontrar a felicidade.
Acho que hoje eu fechei um ciclo, meio que sem querer. Eu me desconectei de todas as pessoas que me faziam mal constantemente, seja direta ou indiretamente. Parei de esquentar minha cabeça com coisas que não fazem sentido, como remoer o passado ou tentar dar chance a coisas que definitivamente não devem acontecer.
Ame a si mesmo acima de tudo, e depois ame a quem te ama. É essa a fórmula da equação perfeita da vida.
sábado, 27 de agosto de 2011
Quando notamos o tempo...
Amanhã é aniversário da minha mãe. Mas esse ano é diferente de todos os outros: parece que o valor que eu tenho dado a essas coisas está aumentando muito. Hoje na psicóloga falei sobre meus dilemas em me achar pouco presente na vida da minha mãe, no quanto ela me ajuda e eu simplesmente não consigo entender o porquê dela se sacrificar tanto por mim. Acho que eu não tenho mesmo a mínima noção do que deve ser ter um filho.
Passei o dia todo trabalhando, depois fui sair com uns amigos e comprei coisas pra fazer um café da manhã para ela (afinal de contas, ela sempre é responsável por comprar coisas pra fazer no aniversário de todo mundo, esse ano realmente tá sendo diferente e eu quis dar essa surpresa a ela).
Querendo ou não, eu sou uma pesssoa muito apegada à minha família. Sempre foi meu porto seguro. Talvez seja por isso que nos meus momentos de angústia eu sinta que um pedaço de mim foi arrancado, porque esse porto seguro desaparece. Ninguém pode me salvar nesses momentos.
Minha mãe é a pessoa mais pura e doce que já conheci. Tenho uma admiração muito grande pela pessoa que ela é, pelo seu zelo com a nossa família e ainda sua sensibilidade para sempre florir nossa casa (literalmente). É o tipo de mãe que eu espero ser quando tiver meus filhos.
Hoje quando saí de casa, vi uma louça suja e cheia de gordura, aquilo me apertou o coração durante o resto do dia. Quando cheguei em casa, vi meu prato favorito arrumado em cima da mesa. Eu estou chorando ao escrever isso agora, mas não é de tristeza, mas de felicidade por tê-la na minha vida.
Há pequenas coisas que muita gente nunca dá valor na vida, ou só dá valor muito tarde. E eu me orgulho de notar essas coisas e poder fazer algo.
Agora estou olhando meu quadro branco de anotações: ela fez um desenho dela me dando um recado. Engraçado que eu olhei e pensei que ela tinha me desenhado, porque o desenho se parecia comigo. Mais engraçado ainda é que nunca tinha reparado que essas pequenas coisas originais e inesperadas são totalmente dela, e eu agora sei porque também sou assim.
É da mesma forma que posso explicar porque sou louca por romances, ou adoro ver uma casa limpa e organizada. Ou porque demonstro sentimentos por ações mais que por palavras, e porque eu sinto tanta compaixão e gratidão pelos outros.
Talvez eu seja realmente mais parecida com ela do que imaginava. E por isso que sinto toda essa intensidade e humanismo que ela tem. Obrigada mãe, por ter me feito um ser humano melhor do que jamais poderia ser sem você. Te amo muito.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Meus amados amigos livros
Tantos livros esperando para serem devorados...Meu coração dói ao ver meu velho Stephen King ainda não lido, quase desbotando na prateleira. Mas o que fazer quando se precisa fazer um TCC em três meses? Deixar de lado minha maior diversão: a leitura. É nela que viajo e deixo meus pensamentos fluirem como se a realidade não existisse. Como se eu fosse absorvida pela atmosfera das palavras, os sentimentos quase que se mesclam.
Cada livro é um mundo novo onde eu posso adentrar e vivenciar, sem precisar pedir licença. Posso estar apenas observando, mas posso também atuar julgando, sentindo e sofrendo (ou amando).
Quando entro numa livraria, meu coração enche de uma alegria incompreensível para quem tá de fora: um monte de mundos interessantes a serem explorados, esperando que eu os leve pra casa e os leia quase que obsessivamente. E eu levo muitos, não consigo passar por essas livrarias e não comprar ao menos um livro. É a minha compulsão mais forte. Meu calcanhar de Aquiles.
O prazer de comprá-los é inenarrável. Ter posse do livro, caminhar com ele até em casa, folhear suas páginas e sentir sua textura...aquele cheirinho de livro novo...
Não existe tablet que irá tirar esse romantismo pelos livros de mim.
sábado, 20 de agosto de 2011
Olhos de Maracaípe
Eu olhava para a janela e via pequenas estrelas
Com as quais eu costumava me comunicar
Durante minhas incontáveis tormentas
Até que um dia parei de vê-las
Sem notar, me esqueci completamente delas
Pois que em tão profundo e sombrio leito
Eu reposara a torto e direito
Meus dias não existiam como tais
Minhas noites eram longos monólogos
Minhas cicatrizes ardiam
Sob a chuva eu sentia o desprazer de não sentir
A última imagem daquele já me era difusa
O sangue já estava estancado no peito
Apesar da dor que sentia lá dentro pelo golpe
Eu nutria amores por um belo sujeito
Nos seus olhos verdes cor de Maracaípe
Encontrei meu novo interlocutor de dilemas
Que deu lugar às pequenas estrelas
Para que meus problemas virassem poemas
terça-feira, 16 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Cet obscur objet du désir
Após a conversa, Nina saiu da mesa de jantar, partindo desesperadamente para o seu quarto, refúgio aonde se infiltrava ultimamente para se asfixiar em lágrimas. Mais uma crise, mais um momento onde só ela podia se salvar. Mas ela realmente queria isso? Por que se salvar? Para que? Vozes, infinitas, vinham lhe perturbar. Todas falando ao mesmo tempo, numa força que ela jamais pensaria suportar. Ela se contorcia na cama, num choro interno e agonizante.
"Você perdeu todo seu tempo com futilidade"
"Eu te amo, nunca mais vou te deixar na minha vida, nunca"
"Tenha paciência"
"O medicamento vai te ajudar, confia em mim"
"Levanta, pára de se fazer de vítima"
"Você está sozinha, ninguém te entende."
"Eu não aguento mais, todo dia é a mesma coisa, essa menina não toma jeito"
"Você não vai mudar enquanto não parar de sentir pena de si mesma"
"Arranhe mais forte, isso é tudo que você consegue?"
"Não há espaço pra você neste mundo"
Seu choro surdo se tornou então soluçante, gritando e cortando o ar. Nocauteando todas as feridas do peito e arranhando a garganta, na tentativa vaga de estourar as cordas vocais e aliviar a dor da alma.
Pensou em finalmente acabar com tudo de vez. Não ter mais que chorar, não ter mais que sofrer, não ter mais que se levantar para viver mais um dia de tortura. Ela se via sem saída, sem esperanças, sem sentido. Fechou os olhos e planejou ficar assim até a eternidade: não iria mais comer, levantar, nem fazer mais nada. Só ficar deitada ali, sozinha, alheia.
Sobre suas costas, a mão da pessoa que ela mais amava pousou. Viu em seu rosto a preocupação. A vontade de ajudar e a incapacidade. Uma pessoa que pegaria pra si, sem pensar duas vezes, todo o sofrimento de Nina. Aquele rosto tão bonito e sofrido, daquela que só queria seu bem. Nina também lhe queria muito bem, a amava tanto que seu coração se destroçava quando pensava na possibilidade de fazê-la sofrer.
"Se você me deixar, não sei o que será de mim" lia-se no rosto dela.
Nina olhou no fundo dos olhos da mãe e sentiu um aperto no peito. Ela não tinha mais aquele sentimento de júbilo e segurança que sentia com sua mãe, sua mente lhe roubou isso. Parece irônico, algo que faz parte da gente e ao mesmo tempo, pode controlar a gente de uma forma auto-destrutiva.
Mas, como aontece as vezes na vida, não se sabe como nem porque, mas o amor naquele coração de mãe foi capaz de salvá-la de todas as sombras que a impediam de ver uma luz no horizonte. E foi a partir das cinzas de uma casa destruída que Nina recomeçou a reconstruir lentamente a sua vida.
Não foi fácil. Cada dia era um tijolo a ser colocado no grande vão que era o terreno da sua alma. A casa ainda não tinha cor, os móveis já estavam lá, mas não se podia usá-los. Sua ansiedade em poder desfrutar da casa era imensa, mas ao mesmo tempo, ela sentia que nunca chegaria a vê-la pronta um dia. Talvez passasse a vida toda a tentar construir, e lhe faltasse moradores.
Isso não importava mais. A vida era um grande presente, e ela já tinha provado a si mesma que era possível destruir muitos medos. Tudo dependia dela, e agora ela tinha um sentido pra se reerguer.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
The first day...when I breathe again

Medo de acordar amanhã e tudo ter sido um sonho. Mas era como se estivesse ali o tempo todo, enjaulando, esse sentimento. "O que mudou pra você mudar?" ele perguntou.
Eu não sabia responder. Não seriam as conversas com ninguém. Talvez as pílulas. Talvez o tempo. Talvez tudo junto.
Ou poderia ser um pedido. Ele abriu meus olhos e me mostrou:
"Vide a mim espíritos iluminados" e tudo ficou tão calmo aqui dentro.
Como um lago no meio de um vale.
Não sinto sua presença aqui do meu lado, como sinto o toque do rapaz no ônibus, ou um tapa nas costas do colega. Mas sinto que algo sempre me leva à direção certa.
Mas continuo com medo do amanhã...Esse, nunca me abandonará.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Fiona Apple understand me
Uma alma entrecortada. Uma dor dilacerante impossível de prever e controlar. Numa fração de segundos, um pânico, uma sensação de irrealidade se apossa. Ela está fora de seu corpo, ou então sente que é um objeto no meio de meros espectros, como o Show de Truman. Ela precisa se beliscar a cada segundo pra confirmar que está viva.
Numa dessas, ela teve vontade de se jogar em meio aos queijos e presuntos no supermercado, pra que alguém a ajudasse. "Parem o show" gritariam, e assim todo mundo sairia de trás das câmeras, a realidade surgiria a seus olhos, tudo seria diferente. Inclusive a dor que ela sente, seria retirada com uma seringa de sua veia, ela sentiria um alívio instantâneo. Mas ela sabia que não era assim que as coisas funcionavam, e que o caminho não era esse. Ela precisava aceitar que aquilo era real, que tudo que é o que parece e que no meio dos destroços, sempre há vida.
E é isso que ela quer agora, achar essa vida.
Não era a mesma coisa que antigamente fazer compras. Ela ergueu a cabeça e foi ao caixa pagar, afinal, ela estava disposta a fazer o sanduiche e mudar sua vida.
Para os vizinhos ela sorria, mas era só chegar na escada e desabava a chorar, e isso a aliviava.
Seria mais fácil gravar seus pensamentos, daria um livro. Escrevê-los é mais tortuoso, porque quando ela sente, ela não quer escrever. E quando está bem, ela quer e não consegue.
O paradigma da literatura, pois não.
Será que seu coração sangra como ela sente? Pois é como se fosse...ela olha para eles na rua e não sente nada, aquela euforia deu adeus e tá fazendo falta. Saudades dela mesma.
Já que ela não pode ser feliz, ela quer fazer feliz a quem ama. Arruma a casa e coloca flores na mesa da cozinha. Sua mãe ri, acha graça de sua filha prendada. E a filha sente uma pontinha de alegria ao saber que fez uma das pessoas que mais ama no mundo ter um momento de pura e sincera felicidade.
Lágrimas rolam de seus olhos...Ela um dia sentirá isso de novo, e tudo voltará a ser como antes. Não importa o que lhe digam, ela é uma menina iluminada, suas palavras serão lidas, mas ela não viverá disso. Viverá da paz que finalmente vai brotar na sua alma assim que tudo que tiver de ser dito for dito. E aí sim ela vai experimentar a verdadeira felicidade da qual perdeu esperanças. E vai viver a realidade da forma como ela é, sem mais querer fugir dela...
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Cidade bonita.
Estava numa imensa fila do caixa do Itaú, esperando para sacar um dinheiro pra pagar a passagem. Alias, ela não entende por que colocam uns milhares de caixas eletrônicos, e apenas UM funciona! É uma puta sacanagem, mas enfim...Tava tão compenetrada nos seus pensamentos que encarou a fila sem muito estresse.
Ela olhou um homem bonito, um rapaz interessante. Ela precisava perguntar a alguém se aquela era a fila do Itaú MESMO, e ele era o último da fila. Ansiedade.
"E se ele me tratar mal porque sou feia e magra demais?"
"E se ele não me der atenção?"
"E se ele fingir que não ouviu, ou me responder acenando a cabeça, simplesmente?"
Esses e outros pensamentos que passam na sua cabeça perturbada e que os médicos insistem em dizer que é uma porra de transtorno de personalidade.
Afinal, o que é personalidade? Chega, pensamentos filosóficos só lhe trazem péssimas lembranças também, das discussões com aquele que não deve ser nomeado.
Enfim, voltando ao banco...Sim, todas as perguntas possíveis e impossíveis lhe passaram pela cabeça em questão de cinco segundos, e ela encarou seu medo e perguntou, quase que gritando e numa entonação um pouco broxante:
- Essa é...Você tá...na fila do Itaú? - foi o que ele ouviu.
A resposta. Era o momento de saber se sua reação, seu medo, tinha realmente valido a pena, ou se mais uma vez ela iria guardar uma rejeição na sua caixa de Pandora das decepções.
- Estou (um sorriso).
Alívio. Melhor do que nada, mas não estava satisfeita.
Dois minutos depois, ele se virou para ela, a encarou bem nos olhos e disse:
- Estão dizendo aqui na frente que o saque não está funcionando...
Seu coração disparou, e só o que ela pode dizer foi:
- Ah!
E saiu correndo, em direção a um caixa, em outro lugar, que ela conhecia. No meio do caminho, ficou pensando:
"Podia ter agradecido"
"Podia ter piscado"
"Podia ter cantado um homem pela primeira vez em sua vida, sem que ele precisasse tomar a iniciativa"
Mas essa de piscar já não era ela. Eram só vontades.
Chegou ao outro caixa conhecido. Lá ficou por alguns poucos segundo, a fila deste era minúscula. Logo que chegou sua vez, o rapaz interessante estava logo atrás na fila. Um aperto no coração novamente:
"Digo o que para ele?"
"O que eu diria? Pra quê?"
"Qual a chance dele me notar?"
"Ele não vai se lembrar de mim?"
"Posso falar: Viu só, aqui tá bem melhor que lá em cima né?" e dar a piscada"
De novo, não. Ela não era de piscadas. E chegou o momento de ir. E de novo, ela saiu sem nada dizer, apenas deu um sorriso contagiante para ele, que ficou com cara de quem não entendeu nada.
Ela saiu do banco e olhou as luzes iluminadas da cidade. Que noite bonita. E lá foi ela de volta ao trabalho resolver um pepino (nem tudo são rosas).
Ela olhou um homem bonito, um rapaz interessante. Ela precisava perguntar a alguém se aquela era a fila do Itaú MESMO, e ele era o último da fila. Ansiedade.
"E se ele me tratar mal porque sou feia e magra demais?"
"E se ele não me der atenção?"
"E se ele fingir que não ouviu, ou me responder acenando a cabeça, simplesmente?"
Esses e outros pensamentos que passam na sua cabeça perturbada e que os médicos insistem em dizer que é uma porra de transtorno de personalidade.
Afinal, o que é personalidade? Chega, pensamentos filosóficos só lhe trazem péssimas lembranças também, das discussões com aquele que não deve ser nomeado.
Enfim, voltando ao banco...Sim, todas as perguntas possíveis e impossíveis lhe passaram pela cabeça em questão de cinco segundos, e ela encarou seu medo e perguntou, quase que gritando e numa entonação um pouco broxante:
- Essa é...Você tá...na fila do Itaú? - foi o que ele ouviu.
A resposta. Era o momento de saber se sua reação, seu medo, tinha realmente valido a pena, ou se mais uma vez ela iria guardar uma rejeição na sua caixa de Pandora das decepções.
- Estou (um sorriso).
Alívio. Melhor do que nada, mas não estava satisfeita.
Dois minutos depois, ele se virou para ela, a encarou bem nos olhos e disse:
- Estão dizendo aqui na frente que o saque não está funcionando...
Seu coração disparou, e só o que ela pode dizer foi:
- Ah!
E saiu correndo, em direção a um caixa, em outro lugar, que ela conhecia. No meio do caminho, ficou pensando:
"Podia ter agradecido"
"Podia ter piscado"
"Podia ter cantado um homem pela primeira vez em sua vida, sem que ele precisasse tomar a iniciativa"
Mas essa de piscar já não era ela. Eram só vontades.
Chegou ao outro caixa conhecido. Lá ficou por alguns poucos segundo, a fila deste era minúscula. Logo que chegou sua vez, o rapaz interessante estava logo atrás na fila. Um aperto no coração novamente:
"Digo o que para ele?"
"O que eu diria? Pra quê?"
"Qual a chance dele me notar?"
"Ele não vai se lembrar de mim?"
"Posso falar: Viu só, aqui tá bem melhor que lá em cima né?" e dar a piscada"
De novo, não. Ela não era de piscadas. E chegou o momento de ir. E de novo, ela saiu sem nada dizer, apenas deu um sorriso contagiante para ele, que ficou com cara de quem não entendeu nada.
Ela saiu do banco e olhou as luzes iluminadas da cidade. Que noite bonita. E lá foi ela de volta ao trabalho resolver um pepino (nem tudo são rosas).
domingo, 3 de julho de 2011
Sweet dreams are made of these
Some of them want to use you
Some of the them wanna get used by you
Some of them want to abuse you
Some of them want to be abused
Esse sentimento de querer ajudar sempre os outros, é algo que ela não pode conter. Talvez seja por não poder ajudar a si mesma, ajudar o outro é sempre mais fácil. Sempre.
Ou melhor: talvez a esperança de que haja alguém no mundo igual a ela, que a ajude sem querer nada em troca. Acho que ela perdeu essa também...
Sempre disposta a ouvir e aconselhar, mas ninguém tem coragem de mexer nas suas feridas.
Vontade de gritar, de fugir, de correr.
Tanto sentimento acumulado. Tanta culpa por nada. Justamente por não fazer nada.
Ela se culpa pelo erro dos outros e os outros não querem sequer ouví-la. Muito louca para ficar aqui perto dos outros, mas sã demais pra fugir.
Ela tem uma grande missão, e ela quer cumprí-la. Mas as vezes pensa no porquê disso.
E ela espera sentada no seu quarto, por cima de lágrimas e alguns arranhões, uma ligação que vai salvá-la. Mas sabe ela que ninguém se importa.
Às três horas, alguém lhe estende a mão. Às oito, lhe viram as costas e a mandam à merda.
Palavras são duras. Elas afetam profundamente, mais do que um ferro em brasa na pele. Quando pequena, ela preferia apanhar a ouvir gritarem com ela. As vezes se batia quando se sentia mal. Mas ela não é insana.
Some of the them wanna get used by you
Some of them want to abuse you
Some of them want to be abused
Esse sentimento de querer ajudar sempre os outros, é algo que ela não pode conter. Talvez seja por não poder ajudar a si mesma, ajudar o outro é sempre mais fácil. Sempre.
Ou melhor: talvez a esperança de que haja alguém no mundo igual a ela, que a ajude sem querer nada em troca. Acho que ela perdeu essa também...
Sempre disposta a ouvir e aconselhar, mas ninguém tem coragem de mexer nas suas feridas.
Vontade de gritar, de fugir, de correr.
Tanto sentimento acumulado. Tanta culpa por nada. Justamente por não fazer nada.
Ela se culpa pelo erro dos outros e os outros não querem sequer ouví-la. Muito louca para ficar aqui perto dos outros, mas sã demais pra fugir.
Ela tem uma grande missão, e ela quer cumprí-la. Mas as vezes pensa no porquê disso.
E ela espera sentada no seu quarto, por cima de lágrimas e alguns arranhões, uma ligação que vai salvá-la. Mas sabe ela que ninguém se importa.
Às três horas, alguém lhe estende a mão. Às oito, lhe viram as costas e a mandam à merda.
Palavras são duras. Elas afetam profundamente, mais do que um ferro em brasa na pele. Quando pequena, ela preferia apanhar a ouvir gritarem com ela. As vezes se batia quando se sentia mal. Mas ela não é insana.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Aguenta firme.
Achava o clipe dessa música tosco (só via pq achava o guitarrista gato, eu era bem fútil na adolescência). Mas eu parei pra ver hoje a letra e o clipe, e eu me arrepiei, especialmente na parte em que a mulher lá tá falando sobre o filho que tinha se suicidado e que falou a ela, antes de se matar: "Te vejo na segunda..." . Até hoje ela espera toda segunda. Sério, chorei muito nessa parte. Acho que tô meio emo, não? rs
Mensagem especial para uma pessoa especial. Aguenta firme, porque "we all bleed the same way as you do". Por favor.
Hold On - Good Charlotte
This world, this world is cold
But you don't, you don't have to go
You're feeling sad you're feeling lonely
And no one seems to care
Your mother's gone and your father hits you
This pain you cannot bare
But we all bleed the same way as you do
And we all have the same things to go through
Hold on...if you feel like letting go
Hold on...it gets better than you know
Your days you say they're way too long
And your nights you can't sleep at all (hold on)
And you're not sure what you're waiting for
But you don't want to no more
And you're not sure what you're looking forbut you don't want to no more
But we all bleed the same way as you do
And we all have the same things to go through
Hold on...if you feel like letting go
Hold on...it gets better than you know
Don't stop looking you're one step closer
Don't stop searching it's not over...hold on
What are you looking for?
What are you waiting for?
Do you know what you're doing to me?
Go ahead...what are you waiting for?
Hold on...if you feel like letting go
Hold on...it gets better than you know
Don't stop looking you're one step closer
Don't stop searching it's not over...
Hold on...if you feel like letting go
Hold on...it gets better than you know...hold on
Mensagem especial para uma pessoa especial. Aguenta firme, porque "we all bleed the same way as you do". Por favor.
Hold On - Good Charlotte
This world, this world is cold
But you don't, you don't have to go
You're feeling sad you're feeling lonely
And no one seems to care
Your mother's gone and your father hits you
This pain you cannot bare
But we all bleed the same way as you do
And we all have the same things to go through
Hold on...if you feel like letting go
Hold on...it gets better than you know
Your days you say they're way too long
And your nights you can't sleep at all (hold on)
And you're not sure what you're waiting for
But you don't want to no more
And you're not sure what you're looking forbut you don't want to no more
But we all bleed the same way as you do
And we all have the same things to go through
Hold on...if you feel like letting go
Hold on...it gets better than you know
Don't stop looking you're one step closer
Don't stop searching it's not over...hold on
What are you looking for?
What are you waiting for?
Do you know what you're doing to me?
Go ahead...what are you waiting for?
Hold on...if you feel like letting go
Hold on...it gets better than you know
Don't stop looking you're one step closer
Don't stop searching it's not over...
Hold on...if you feel like letting go
Hold on...it gets better than you know...hold on
Tem amores que são para sempre
Ontem estava com uns amigos e a gente tava conversando sobre pessoas que nos fizeram mal. Eu não me senti mal ao vasculhar algumas coisas do passado, que poderiam muito bem me derrubar em outros tempos. Eu tava tão feliz, uma felicidade que há muito tempo eu não experimentava, que eu senti que tudo aquilo que passei de ruim não fazia mais parte de mim, e hoje eu posso destrinchar e até cutucar a ferida, porque ela já cicatrizou. E falei para a minha amiga: "Está tudo bem, pode falar sobre isso. Isso não me afeta mais". Fui sincera. Tinha a certeza, pela primeira vez, de que era verdade.
No dia seguinte fiz almoço, e tudo estava bem. Parecia estar.
Uma pessoa que eu admiro muito me magoou, não quero falar sobre isso. A casa caiu, e dessa vez não foi uma parede, foi a casa toda.
Eu me descabelei por algumas horas, e não quero comentar sobre o meu surto, mesmo porque não tô escrevendo isso pra me vitimizar nem chocar ninguém.
Enfim, eu não queria de jeito nenhum sair de casa, mas eu precisava.
Tinha um trabalho, uma filmagem importantíssima na faculdade, valendo nota.
Estava acabada de tanto chorar e etc...preparada com o celular na mão pra ligar pra uma amiga dizendo que não ia pra faculdade, pois não estava bem.
Até que...uma hora me caiu a ficha do quanto eu amo essa pessoa que me magoou, amo demais. Um amor além dessa vida (parece brega, mas é o que sinto), que apesar de qualquer briga, nunca vai acabar. E eu sei com toda certeza o quanto ela me ama também, apesar de tudo que eu fiz ela passar com todos os meus problemas. Apesar das coisas horríveis que ela me disse, eu senti o seu arrependimento em seu olhar e meu inconsciente perdoou ela instantaneamente.
Peguei minha roupa, tomei um bom banho e fui pra faculdade. Lá, eu esqueci de todos os problemas: ri muito, relaxei e realizei meus compromissos de forma honrosa.
Voltei pra casa bem, mas ainda não conversei com a pessoa. Espero que um dia as coisas voltem ao normal, e eu possa abraçá-la de novo como se nada tivesse acontecido.
No dia seguinte fiz almoço, e tudo estava bem. Parecia estar.
Uma pessoa que eu admiro muito me magoou, não quero falar sobre isso. A casa caiu, e dessa vez não foi uma parede, foi a casa toda.
Eu me descabelei por algumas horas, e não quero comentar sobre o meu surto, mesmo porque não tô escrevendo isso pra me vitimizar nem chocar ninguém.
Enfim, eu não queria de jeito nenhum sair de casa, mas eu precisava.
Tinha um trabalho, uma filmagem importantíssima na faculdade, valendo nota.
Estava acabada de tanto chorar e etc...preparada com o celular na mão pra ligar pra uma amiga dizendo que não ia pra faculdade, pois não estava bem.
Até que...uma hora me caiu a ficha do quanto eu amo essa pessoa que me magoou, amo demais. Um amor além dessa vida (parece brega, mas é o que sinto), que apesar de qualquer briga, nunca vai acabar. E eu sei com toda certeza o quanto ela me ama também, apesar de tudo que eu fiz ela passar com todos os meus problemas. Apesar das coisas horríveis que ela me disse, eu senti o seu arrependimento em seu olhar e meu inconsciente perdoou ela instantaneamente.
Peguei minha roupa, tomei um bom banho e fui pra faculdade. Lá, eu esqueci de todos os problemas: ri muito, relaxei e realizei meus compromissos de forma honrosa.
Voltei pra casa bem, mas ainda não conversei com a pessoa. Espero que um dia as coisas voltem ao normal, e eu possa abraçá-la de novo como se nada tivesse acontecido.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
I will start the revolution from my bed.
Como eu havia dito no post anterior, eu já começo hoje a ver uma luz no fim do túnel. Os primeiros passos pra sair do poço foram dados, e eu já estou bem além da metade do caminho.
Decidi escrever um livro e um roteiro. Tô animada com as minhas idéias.
Esses dias eu chorei, obviamente. Têm se tornado normal pra mim chorar (TPM eterna?).
Mas diferente das outras vezes, eu tenho sentido um alívio e força depois do choro.
Eu tô feliz, posso dizer que estou um pouco.
Acredito em um força que me ilumina, seja qual for o nome que queiram dar a ela. Eu ontem me apeguei a isso e pude decidir várias questões na minha cabeça.
As vezes a gente cai, as vezes se levanta. Tô buscando fazer as coisas enquanto tô em pé.
Estou estudando. Vou terminar minha monografia, fazer meu concurso e enfim ser livre pra poder me dedicar de corpo e alma à meus textos.
Eu gosto de estudar a mente humana, sempre li muito sobre isso. Sempre também me disseram que eu seria uma boa psicóloga, é tanta confusão na minha cabeça.
Hoje vou caminhar e fazer ginástica, mas não sei se vou conseguir trabalhar. Mas eu já tô começando a querer.
Escrevi uma cartinha pro meu pai, fala sobre sentimentos. Ainda não entreguei. Acho que talvez ele possa me entender.
Decidi escrever um livro e um roteiro. Tô animada com as minhas idéias.
Esses dias eu chorei, obviamente. Têm se tornado normal pra mim chorar (TPM eterna?).
Mas diferente das outras vezes, eu tenho sentido um alívio e força depois do choro.
Eu tô feliz, posso dizer que estou um pouco.
Acredito em um força que me ilumina, seja qual for o nome que queiram dar a ela. Eu ontem me apeguei a isso e pude decidir várias questões na minha cabeça.
As vezes a gente cai, as vezes se levanta. Tô buscando fazer as coisas enquanto tô em pé.
Estou estudando. Vou terminar minha monografia, fazer meu concurso e enfim ser livre pra poder me dedicar de corpo e alma à meus textos.
Eu gosto de estudar a mente humana, sempre li muito sobre isso. Sempre também me disseram que eu seria uma boa psicóloga, é tanta confusão na minha cabeça.
Hoje vou caminhar e fazer ginástica, mas não sei se vou conseguir trabalhar. Mas eu já tô começando a querer.
Escrevi uma cartinha pro meu pai, fala sobre sentimentos. Ainda não entreguei. Acho que talvez ele possa me entender.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Luz no fim do túnel!
"Dois anos e meio atrás, o inferno veio me fazer uma visita"
Andrew Solomon
Peso: 52 kg e meio.
Comendo: Muito bem, obrigada. Minha mãe, anjo que me ajuda nisso.
Dormindo: Demais, a lot, exageradamente.
Choppadas: ZERO.
Chocolate: Duo, da Nestlé.
DVD: House (season 1) e Nip/Tuck (season 2)
Livro: Muitas Vidas, Muitos Mestres (de Brian L. Weiss, M.D.)
Filmes: "Helen" e "Alfie, o Sedutor" (preferindo comédias românticas e dramas)
Palavras Cruzadas.
Tetris.
Caminhadas pelo horto.
Muito pão de queijo.
Agradáveis (e algumas tristes) conversas em família.
Venlift.
Terapia: not.
Ioga e meditação.
Apostila do Banco do Brasil.
Meus inseparáveis brincos de pérolas em cima da escrivaninha.
Número de mensagens recebidas no celular: 3.
Pensamentos: Desramificando, mas ainda perturbam.
Dores no coração: 3 ou 4 por dia.
Quantidade de choro: 2 a cada 7 dias.
Ataques de ansiedade: 4 a cada 7 dias.
Risadas: Algumas, as vezes gargalhadas.
Emoções: Estão voltando a surgir lentamente.
Vontade de desaparecer: 0
Vontade de estar com alguém: 5 de 10.
Resumo da minha vida. Até que ela tem melhorado :D
Andrew Solomon
Peso: 52 kg e meio.
Comendo: Muito bem, obrigada. Minha mãe, anjo que me ajuda nisso.
Dormindo: Demais, a lot, exageradamente.
Choppadas: ZERO.
Chocolate: Duo, da Nestlé.
DVD: House (season 1) e Nip/Tuck (season 2)
Livro: Muitas Vidas, Muitos Mestres (de Brian L. Weiss, M.D.)
Filmes: "Helen" e "Alfie, o Sedutor" (preferindo comédias românticas e dramas)
Palavras Cruzadas.
Tetris.
Caminhadas pelo horto.
Muito pão de queijo.
Agradáveis (e algumas tristes) conversas em família.
Venlift.
Terapia: not.
Ioga e meditação.
Apostila do Banco do Brasil.
Meus inseparáveis brincos de pérolas em cima da escrivaninha.
Número de mensagens recebidas no celular: 3.
Pensamentos: Desramificando, mas ainda perturbam.
Dores no coração: 3 ou 4 por dia.
Quantidade de choro: 2 a cada 7 dias.
Ataques de ansiedade: 4 a cada 7 dias.
Risadas: Algumas, as vezes gargalhadas.
Emoções: Estão voltando a surgir lentamente.
Vontade de desaparecer: 0
Vontade de estar com alguém: 5 de 10.
Resumo da minha vida. Até que ela tem melhorado :D
sábado, 11 de junho de 2011
Me sentindo bem...É mesmo Bial?
Hoje recebi a visita de um grande amigo, com quem tenho um inenarrável prazer de conversar. Hahaahaha! (piada que só ele vai entender)
É incrível como nossos amigos nos fazem esquecer todos os nossos problemas. Nossa, parece meio emo, mas eu tenho orgulho demais em ter a amizade com certas pessoas.
Aos poucos tô voltando a me sentir gente de novo.
Por exemplo:
Minha mãe tava fazendo palavras cruzadas hoje e me perguntou:
Mãe: "Qual é o estilo musical de 50 Cent? Tem três letras"
Eu: "Hum......RAP!"
Ai me lembrei das minhas saudosas noitadas em que dançava ao som de "Baby By Me"...
Já vi a letra da música, não tem nada a ver comigo, MESMO.
Mas sei lá...sabe quando você se sente bem com uma música, em geral?
Não sei se é a música que me faz bem, se é pq ela me remete a momentos felizes...Enfim, isso não importa.
Eis que eu senti uma coisa diferente de tristeza, aquelaaa que eu tava sentindo quando pensava no passado...
Senti uma felicidade que não sei explicar, coloquei a música pra tocar e fiquei animada. Quem diria, não? Acho que temos uma pessoa meio louca ressurgindo, hehehe
Depois vi Nip Tuck...meu Deus, o Christian é tão sexy que eu passo mal...hauahauahaua
Eu acho que eu quero um homem extremamente sedutor na minha vida, preciso disso.
Um homem que seja seguro de si e que saiba o que quer. Que tenha 1,90m de puro charme e que entenda de poesia. Alguém me apresenta? haha
Falando nisso: amanhã é dia dos namorados. Oh God, eu acho que parei de sentir aquela invejinha branca de pessoas que namoram...(Será?)
Enfim, mas amanhã vai ser diferente né? Only God Knows...
Beijos a todos e bom fim de semana!
PS.: Ô remedinho abençoado, minha serotonina tá escorrendo pelas veiaaas (poético não? Pode ser...mas eu só sei que tô me sentindo bem como não me sentia fazia um bom tempo :D)
É incrível como nossos amigos nos fazem esquecer todos os nossos problemas. Nossa, parece meio emo, mas eu tenho orgulho demais em ter a amizade com certas pessoas.
Aos poucos tô voltando a me sentir gente de novo.
Por exemplo:
Minha mãe tava fazendo palavras cruzadas hoje e me perguntou:
Mãe: "Qual é o estilo musical de 50 Cent? Tem três letras"
Eu: "Hum......RAP!"
Ai me lembrei das minhas saudosas noitadas em que dançava ao som de "Baby By Me"...
Já vi a letra da música, não tem nada a ver comigo, MESMO.
Mas sei lá...sabe quando você se sente bem com uma música, em geral?
Não sei se é a música que me faz bem, se é pq ela me remete a momentos felizes...Enfim, isso não importa.
Eis que eu senti uma coisa diferente de tristeza, aquelaaa que eu tava sentindo quando pensava no passado...
Senti uma felicidade que não sei explicar, coloquei a música pra tocar e fiquei animada. Quem diria, não? Acho que temos uma pessoa meio louca ressurgindo, hehehe
Depois vi Nip Tuck...meu Deus, o Christian é tão sexy que eu passo mal...hauahauahaua
Eu acho que eu quero um homem extremamente sedutor na minha vida, preciso disso.
Um homem que seja seguro de si e que saiba o que quer. Que tenha 1,90m de puro charme e que entenda de poesia. Alguém me apresenta? haha
Falando nisso: amanhã é dia dos namorados. Oh God, eu acho que parei de sentir aquela invejinha branca de pessoas que namoram...(Será?)
Enfim, mas amanhã vai ser diferente né? Only God Knows...
Beijos a todos e bom fim de semana!
PS.: Ô remedinho abençoado, minha serotonina tá escorrendo pelas veiaaas (poético não? Pode ser...mas eu só sei que tô me sentindo bem como não me sentia fazia um bom tempo :D)
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Dando um basta no meu lado depressivo...
Eu tenho tido um pouco de bloqueio pra escrever.
Engraçado é que eu tenho tido um bocado de motivos pra isso.
Enfim... só depois do incentivo de uma amiga, decidi desabafar, colocar pra fora tudo que eu sinto. Talvez seja a melhor forma de lidar com o que tenho passado.
Pra falar a verdade, eu nem sei o que dizer exatamente. Eu só sei que estou lutando, lutando contra minha própria mente, contra meus medos e minhas incertezas. E tem sido uma luta desgastante...
Lembro de uma frase que ouvi de uma xará: "Meu emocional está como se eu estivesse com uma ferida de terceiro grau". Putz, achei essa frase muito explicativa do que eu sinto agora.
Minha amiga disse uma vez, em tom de piada, mas bem sério: "Brunna...vc consegue ser mais inconstante do que eu, jamais conheci alguém assim como vc"
Juro que levei na esportiva, ri e achei graça. Mas hoje eu percebo que ela tava só me dizendo um "Acorda, menina! Tem algo de errado com vc!"
Mas não demorou pra eu perceber isso...
Eu estou caindo, mas eu me seguro, com muita força. Talvez seja pelos meus momentos maravilhosos de vida, talvez seja pelos meus amados pais e amigos, ou por tudo que passei pra chegar até aqui...talvez seja por mim, simplesmente pq no meio da minha baixa auto-estima, eu me amo, amo ser quem eu sou (mesmo sem saber quem sou)!
Não, eu não aceito não me curar, não aceito ser afetada pra sempre. Eu luto, lutarei contra isso, eu passo maus bocados todo dia, meu coração dispara, eu perco o senso da realidade, entro em pânico e acho que vou enlouquecer. Mas eu estou aqui, sempre estou. Sempre melhoro, sempre me estabilizo, nem que seja com meu novo amante que começa com R.
"É impossível entender esse tipo de dor - depressão ou qualquer coisa parecida - a não ser que você mesmo a esteja sentindo" disse Ben Stiller.
Realmente, é foda. É um "desespero generalizado", como diria Jim Carrey.
E você se questiona da ironia de atores tão bem sucedidos e que são comediantes estarem sofrendo disso. É, ninguém está ileso de nada nessa vida.
Meu pai, que é a pessoa mais sábia que eu conheço, me disse uma vez: "Quando vc tem uma dor no pé, você esquece de quando vc não tinha e só foca naquilo. Como se a sua vida inteira você tivesse sentido a dor". Sabe, isso se aplica muito no meu caso. Parece que eu tive uma amnésia emocional: eu não consigo me desvecilhar da dor. É como heroína, crack, ou sei lá o que...a dor vicia!
Como a vida muda, como essa doença silenciosa se instala dentro de vc e vc perde totalmente a noção de tudo. Mas não podemos nos deixar engolir. É uma fase, uma merda de fase, mas eu sinto que aprendi muita coisa com ela.
Mas basta! Eu cansei de viver de dor. Eu quero profundamente, com todas as forças do meu ser, recuperar a Brunna que existe lá dentro, por trás desse transtorno e caos em que eu estou temporariamente presa: quero de volta a menina sonhadora e as vezes um pouco louca; que pode ser um pouco ingênua, mas tem um coração de ouro. Que ama e vê beleza nas coisas simples da vida...
Ela não morreu! Eu sinto ela viva dentro de mim. As vezes ela acorda e dorme de novo. Sei que só é preciso acordá-la, mas como?
Eu sei que fui no inferno e voltei, nada pode descrever o que passei nesses últimos meses. Uma dor absoluta, ansiedade, angústia.
Até que um anjo apareceu na minha vida e me resgatou, surgiu na minha vida sem nenhum interesse, a não ser me ajudar. Eu queria dar tudo a ele, mas meu coração está tão vazio...Eu nem sei se tenho mais um coração. Me sinto oca, as vezes.
Minha psiquiatra diz que me entende, mas eu não me entendo. Será que alguém podia me explicar quem eu sou??
Por que eu lutei por tanto tempo e hoje sinto que não quero mais lutar por nada? Então eu procuro lutar por mim. Preciso disso.
Amadurecer é difícil, dói.
Engraçado é que eu tenho tido um bocado de motivos pra isso.
Enfim... só depois do incentivo de uma amiga, decidi desabafar, colocar pra fora tudo que eu sinto. Talvez seja a melhor forma de lidar com o que tenho passado.
Pra falar a verdade, eu nem sei o que dizer exatamente. Eu só sei que estou lutando, lutando contra minha própria mente, contra meus medos e minhas incertezas. E tem sido uma luta desgastante...
Lembro de uma frase que ouvi de uma xará: "Meu emocional está como se eu estivesse com uma ferida de terceiro grau". Putz, achei essa frase muito explicativa do que eu sinto agora.
Minha amiga disse uma vez, em tom de piada, mas bem sério: "Brunna...vc consegue ser mais inconstante do que eu, jamais conheci alguém assim como vc"
Juro que levei na esportiva, ri e achei graça. Mas hoje eu percebo que ela tava só me dizendo um "Acorda, menina! Tem algo de errado com vc!"
Mas não demorou pra eu perceber isso...
Eu estou caindo, mas eu me seguro, com muita força. Talvez seja pelos meus momentos maravilhosos de vida, talvez seja pelos meus amados pais e amigos, ou por tudo que passei pra chegar até aqui...talvez seja por mim, simplesmente pq no meio da minha baixa auto-estima, eu me amo, amo ser quem eu sou (mesmo sem saber quem sou)!
Não, eu não aceito não me curar, não aceito ser afetada pra sempre. Eu luto, lutarei contra isso, eu passo maus bocados todo dia, meu coração dispara, eu perco o senso da realidade, entro em pânico e acho que vou enlouquecer. Mas eu estou aqui, sempre estou. Sempre melhoro, sempre me estabilizo, nem que seja com meu novo amante que começa com R.
"É impossível entender esse tipo de dor - depressão ou qualquer coisa parecida - a não ser que você mesmo a esteja sentindo" disse Ben Stiller.
Realmente, é foda. É um "desespero generalizado", como diria Jim Carrey.
E você se questiona da ironia de atores tão bem sucedidos e que são comediantes estarem sofrendo disso. É, ninguém está ileso de nada nessa vida.
Meu pai, que é a pessoa mais sábia que eu conheço, me disse uma vez: "Quando vc tem uma dor no pé, você esquece de quando vc não tinha e só foca naquilo. Como se a sua vida inteira você tivesse sentido a dor". Sabe, isso se aplica muito no meu caso. Parece que eu tive uma amnésia emocional: eu não consigo me desvecilhar da dor. É como heroína, crack, ou sei lá o que...a dor vicia!
Como a vida muda, como essa doença silenciosa se instala dentro de vc e vc perde totalmente a noção de tudo. Mas não podemos nos deixar engolir. É uma fase, uma merda de fase, mas eu sinto que aprendi muita coisa com ela.
Mas basta! Eu cansei de viver de dor. Eu quero profundamente, com todas as forças do meu ser, recuperar a Brunna que existe lá dentro, por trás desse transtorno e caos em que eu estou temporariamente presa: quero de volta a menina sonhadora e as vezes um pouco louca; que pode ser um pouco ingênua, mas tem um coração de ouro. Que ama e vê beleza nas coisas simples da vida...
Ela não morreu! Eu sinto ela viva dentro de mim. As vezes ela acorda e dorme de novo. Sei que só é preciso acordá-la, mas como?
Eu sei que fui no inferno e voltei, nada pode descrever o que passei nesses últimos meses. Uma dor absoluta, ansiedade, angústia.
Até que um anjo apareceu na minha vida e me resgatou, surgiu na minha vida sem nenhum interesse, a não ser me ajudar. Eu queria dar tudo a ele, mas meu coração está tão vazio...Eu nem sei se tenho mais um coração. Me sinto oca, as vezes.
Minha psiquiatra diz que me entende, mas eu não me entendo. Será que alguém podia me explicar quem eu sou??
Por que eu lutei por tanto tempo e hoje sinto que não quero mais lutar por nada? Então eu procuro lutar por mim. Preciso disso.
Amadurecer é difícil, dói.
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